MEDITANDO NO TRABALHO MISSIONARIO

Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

Isaías 6:8

sábado, 19 de maio de 2012

UM LEMBRETE SOBRE A MORTE

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1Pedro1:3)
Pr Edson Rosendo

O homem natural, do jeito que está, caído, morto em seus delitos e pecados, não serve para ser um cristão. O cristianismo não é uma reforma no velho homem, mas a construção de um novo homem. O velho homem para nada serve. O velho edifício precisa ser derrubado e um novo edifício, construído não por mãos humanas, precisa ser erguido. O evangelho de Cristo traz a proposta da vida e da morte, então. Para o velho homem, morte. Vida somente para o novo homem que surge, produzido pelo Espírito de Deus. O antigo homem, com a vontade viciada, corrompida em todas as áreas, amava o pecado e suas concupiscências. Nada havia nele que pudesse se mover na direção de Deus. Pelo contrário, tudo nele conspirava a favor da morte e da desobediência à vontade do Senhor. Nada, nenhuma inclinação para Deus, nenhuma volição para Deus, nenhuma simpatia por Deus, nenhuma disposição de obedecer a Deus. Por isso que o evangelho exige a morte desse homem em caráter inegociável. Não é possível permanecer vivo para o homem antigo e ser um cristão. As demais religiões do mundo acreditam no homem, põem a fé no homem, por isso apelam ao homem, convocando-o a se mover em direção a Deus. As religiões do mundo acreditam no homem a ponto de incentivá-lo à vida, enquanto o evangelho o incentiva à morte, lembrando-lhe que deve morrer, porque, se não morrer, nunca há de ressurgir para uma novidade de vida. E Aquele que exige a morte é o próprio Cristo. Ele convoca os homens a morrerem com Ele, a fim de que possam ressuscitar com Ele. Dessa forma, ninguém pode viver sua própria vida, do seu jeito, da sua maneira e ser considerado um cristão. O cristão vive a vida de Deus. "Não mais eu, mas Cristo vive em mim".
Pr Edson Rosendo - Igreja Batista Reformada de Caruaru - PE

domingo, 13 de maio de 2012

O CRISTÃO E A TENTAÇÃO


http://www.bem-dito.net/2012/04/oracao-nao-muda-deus-muda-o-homem-sren.html

Pastor Edson Rosendo
 Antes de nascer de novo, o cristão vivia no pecado, praticando-o como forma de vida. Porém, depois do novo nascimento, o cristão não vive mais no pecado e, embora ainda peque, não vive mais no pecado, não se demora no pecado, não ama o pecado, não sente satisfação no pecado. Mas, ao pecar, sente imediatamente a culpa, o peso na consciência, e só descansa quando confessa seu pecado e pede perdão a Deus. No entanto, há um elemento mundano (externo) e carnal (interno) que convida o cristão a pecar, a retornar à vida pregressa, e este elemento se chama tentação.
A Escritura ensina que todos os crentes são tentados a realizar as mesmas obras das trevas que realizavam antes. Isso acontece todos os dias, todas as horas, todos os instantes. Os crentes são tentados a olhar para o que não devem, a falar o que não podem, a fazer o que desagrada a Deus, e aqueles que não tomam o remédio prescrito pela Escritura cedem às tentações todos os dias. E, quanto mais pessoas souberem dessas quedas dos crentes, tanto maior será o escândalo provocado. Há crentes que cedem diariamente às tentações, porém, por manterem essas quedas em segredo, não causam escândalos (embora estejam sujeitos a isso).
Mas Deus, que tudo vê, enxerga que esses filhos estão vivendo no pecado como antes e manifestando aparência de santidade na frente dos outros, numa grande hipocrisia. E qual é o remédio para que não se caia na tentação? A vida de oração. O cristão que vive em contínua oração vence as tentações, sendo verdadeiro diante dos homens e verdadeiro diante de Deus. Jesus orava sem cessar; a igreja, em Atos, perseverava todos os dias em oração; a doutrina dos apóstolos nos ordena a orarmos sem cessar, mas, mesmo assim, a igreja de nossos dias tem esvaziado os cultos de oração. Como poderá permanecer santa, imaculada, obedecendo à lei do Senhor?
As tentações não deixarão de vir. É ignorância orar para que a tentação não venha, mas é obediência orar para não ceder à tentação, para não cair nela.
Pastor Edson Rosendo
Igreja Batista Reformada de Caruaru

DEUS NOS RECONCILIOU CONSIGO MESMO



Pastor Fabiano Rocha

E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação” 2 Coríntios 5:18;

O pecado trouxe separação entre Deus e o homem. Os pecadores, na condição de escravos do pecado, estão profundamente alienados de Deus. Estão destituídos da glória do seu criador. Em razão disso, eles não desfrutam da paz com Deus. O homem tornou-se inimigo de Deus e vive sem propósito, sua vida não tem razão de ser. Sua existência não cumpre a finalidade para a qual foi criada. Há um estado de profunda inimizade entre Deus e os homens. Paulo, em Cl 1:21 diz que os crentes de Colosso eram estranhos e inimigos no entendimento pelas obras malignas que praticavam. Em razão do estado de total depravação, o homem que foi criado para o glória de Deus vive em total ruína e seu estilo de vida é caracterizado como “obras malignas”, pois tudo que faz concorre contra a vontade do Senhor. Isso mostra uma profunda necessidade de reconciliação. De sairmos desse estado de inimizade para amizade. De total distância para próximos novamente. Isso seria como voltar do estado que estamos através de uma mudança profunda da nossa condição.
Mas o que a Escritura ressalta é a necessidade de reconciliação. Ela também enfatiza a maneira pela qual fomos re-conciliados. A Bíblia apresenta a reconciliação como uma obra única e exclusiva de Deus. Ela começa com Ele e termina com Ele. Deus tomou a iniciativa de nos reconciliar consigo mesmo. Retornar a condição primeira é algo completamente impossível aos homens por mais que eles envidem esforços. Jamais seríamos reconciliados com o Criador sem a ação primeira de sua parte, pois a condição de totalmente depravados nos impossibilitou cumprirmos a vontade de Deus e vencer a causa da alienação, o pecado. A ênfase da reconciliação é em todos os aspectos monergística. Paulo confirma essa verdade em 2 Co 5:18-19. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo”. Fomos reconciliados através da obra de Cristo e não através da nossa obra. A morte de Cristo como o agente da reconciliação é declarada como a manifestação suprema do amor de Deus aos homens. Em Cristo, a reconciliação torna-se algo possível, pois nele toda justiça de Deus é satisfeita. Ele assumiu perfeita e completamente o lugar do homem no plano de redenção. Deus nos aceitou no Amado.
Portanto, a reconciliação realizada pela morte de Cristo muda a relação de Deus com os homens. Ela anula a relação de inimizade e alienação e efetua uma relação de graça e paz. Deus, por si mesmo e segundo a sua vontade, removeu por seu próprio Filho a causa da ofensa e nós recebemos a reconciliação. Essa é a mensagem da graça transmitida no evangelho de que o próprio Deus fez provisão em Cristo para mudar nossa relação com Ele. 

Pastor Fabiano Rocha
Igreja Batista Reformada de Taguatinga

Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa



A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.
  
Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.

Para ampla divulgação.

domingo, 15 de abril de 2012

Links sobre a questão do aborto.


Amigos, este é um momento de tristeza para a nação, pois o Supremo vergonhosamente decide que é legal o assassinato de crianças anencéfalas. Sobre o caso o pastor Kenneth Wieske comentou com grande sabedoria:

"Ó cultura da morte! Ó cultura da destruição de tudo que é bom e justo e santo e louvável. A cultura do reino das trevas. Não podemos esperar outra coisa de corações não regenerados e vidas dominadas pela mentira da suposta autonomia e bondade do homem. Veja aonde esta autonomia e bondade do homem nos levam: a destruição da família, a destruição do casamento, a destruição da justiça, a destruição da moralidade, a destruição da vida—começando com os bebês pequeninos, e depois alcançando bebês mais desenvolvidos, e depois os nascidos (como já acontece no Canadá), e depois os velhinhos, e depois os que têm deficiências.... Morte! Morte! Morte!

 E em meio desta cultura da morte, que se espalha pelo mundo inteiro, nós pregamos Aquele que é o Caminho, a Verdade, e a Vida! Mais que a escuridão fique mais escuro, mais que a Luz brilha de uma forma mais brilhante.". Kenneth Wieske.
  
Da mesma forma comentou o Pastor Edson Rosendo: 

"Não sabe o STF que "Ai dos que decretam leis injustas [Isaías 10.1]"? Não sabem alguns cristãos, que apoiaram a decisão do STF, que "Não pode se associar conosco o trono da iniquidade, o qual forja o mal, tendo uma lei por pretexto? [Salmo 94.20]"?". Edson Rosendo.

Deixo-lhes os seguintes links que creio, cada um a sua maneira, nos ajudam a reflexão( para ecessar estes links favos ecessar o blog http://procurandoverdadebiblica.blogspot.com.br/2012/04/links-sobre-questao-do-aborto.html#more.

180, o filme – 33 minutos que mudarão sua opinião sobre aborto.

Poucas e boas sobre o aborto - Norma Braga.

O aborto de anencéfalos é crime e assassinato - Renato Vargens.

Descriminalização do aborto, hoje, pelo STF, na esteira do desconstrucionismo da Era Pós Moderna - Jorge Eudes Lago.

Mães matando filhos? - Coelho Junior.

Anencéfalos - Anna Barros.

Absurdo: contrariando desejo da maioria dos brasileiros e sobretudo a Lei de Deus, ministros do STF legalizam aborto para bebês anencéfalos - Heitor Alves.

É gente? - Augustus Nicodemus.

Voto do Presidente do STF, Ministro Cezar Peluso contra o aborto.

A Cristofobia chegou ao Supremo Tribunal Federal.

Lógica do abortismo - Olavo de Carvalho.

Os fundamentalistas do Palácio.
Postado por Manoel Coelho Jr às 18:33 
http://procurandoverdadebiblica.blogspot.com.br/2012/04/links-sobre-questao-do-aborto.html#more

CONFISSÕES DE FÉ? CREDO!


por Josaías Jr.
Tem coisa mais fora de moda que credos e confissões? Sim. Falar sobre eles. Ou ler sobre eles. Entretanto, semana passada, falei sobre o assunto em um pequeno grupo (mesmo eu sendo batista e a maioria do grupo ser de presbiterianos – bendito e curioso Evangelho que nos une) e compartilho com vocês uma aula que fiz sobre o assunto.
Sei que o assunto deve parecer chato para alguns, mas num mundo em que o interessante são os romances de Felipe Dylon, Luan Santana e Latino, vale a pena gastar um pouco de tempo sendo fora de moda.
Note que escrever isso também foi um exercício para mim, uma vez que não venho de um contexto confessional. Assim, os argumentos e objeções que levanto aqui também são meus, porque aceitar ou não o uso de credos e confissões – simplesmente por costume ou por moda – não é a melhor forma de lidar com o assunto.


O que é uma confissão de fé?

As confissões e declarações de fé são documentos criados pelas igrejas para expor sistematicamente as doutrinas defendidas por elas. Essas declarações de fé por muitos anos foram o texto utilizado para estudos bíblicos e discipulados dentro das igrejas. Nas palavras de Philip Schaff: “Um Credo, regra de fé ou símbolo é uma confissão de fé para uso público, ou uma forma de palavras colocadas com autoridade… que são consideradas como necessárias para a salvação, ou, ao menos, para o bem-estar da igreja cristã”.
Em geral, não existe tanta diferença entre um credo, uma confissão ou uma declaração de fé, embora os credos, normalmente, sejam mais curtos, enquanto as confissões expõem mais detalhadamente as doutrinas bíblicas.

A confissão de fé na Bíblia

Muitos pensam que a prática da igreja de fazer esses declarações não vêm da Escritura. Entretanto, encontramos na Bíblia algumas declarações simples, que eram utilizadas como afirmação daqueles que se uniam como/ao povo de Deus. Por exemplo, já no Antigo Testamento, temos a oração conhecida como Shemá (que significa “ouve”), feita pelo povo judeu até hoje.

“Ouça, ó Israel: O SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR.” (Dt 6.4)

Podemos crer que tanto Jesus quanto seus apóstolos conheciam essa declaração, recitada em sinagogas a cada reunião. No Novo Testamento, vemos algumas dessas declarações entre a igreja primitiva.
“Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze.” (1Co 15.3-5)
“Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em carne, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória.” (1Tm 3.16)

Além disso, alguns entendem também que a declaração “Jesus é o Senhor” era um tipo de confissão da igreja primitiva (Rm 10.9,10 e 1 Co 12.3).  Outro texto relevante para essa questão é a conversa entre Jesus e os discípulos, em que o Senhor espera que eles respondam sobre sua identidade (Mt 16.16). Certamente Jesus sabia o que se passava no coração dos discípulos, mas a confissão pública , “a boca que faz confissão” (Rm 10.10), tinha seu valor.
A Bíblia valoriza a confissão pública de fé, não como algo que pode nos salvar, mas como parte da vida do cristão e evidência da salvação. O pecado de Pedro, durante o julgamento de Cristo, foi justamente a falta de coragem em declarar que ele seguia a Jesus – mesmo que, em seu coração, ele cresse naquele homem (ainda que de maneira débil ou mesmo superficial). Certamente, o texto não está nos ensinando a sistematizar a fé de maneira como fazemos hoje, mas deixa claro que uma declaração pública tem seu valor pelo testemunho diante dos homens.

A confissão de fé na História

Com o passar dos anos, a igreja, sofrendo ataques de doutrinas contrárias à Palavra de Deus, viu-se na necessidade de constituir o que chamamos de credos: declarações resumidas das doutrinas cristãs básicas. Entre os mais famosos temos o Credo Apostólico, que popularmente é associado aos apóstolos (algo questionável, mas sabe-se que era usado no segundo século pelas igrejas de Tertuliano), e o Credo Niceno, formulado em 325 d.C, a fim de combater heresias antitrinitarianas.

Confissão de Fé de Westminster

Após a Reforma Protestante, os crentes não-católicos precisaram também sistematizar e formalizar suas doutrinas. Assim, surgem as confissões de fé protestantes, sendo a primeira delas a Confissão de Augsburgo (1530). Depois disso, vieram muitas outras como a Confissão Belga (1561), a 2a Confissão Helvética (1566) e a Confissão Escocesa (1560). Entre as igrejas presbiterianas, a , Confissão de Fé de Westminster (1646) é a mais aceita e reflete de maneira mais clara a teologia calvinista. Essa confissão não apenas influenciou e guiou igrejas presbiterianas, mas foi base para outras confissões, como a Confissão Batista de Londres (1689).
Atualmente, porém, a prática de confessar ou declarar a fé se torna cada vez menos comum entre as igrejas. Poucas levam a sério a prática de ensinar e publicar sua confissão ou credo, e a maioria dessas poucas ainda prefere usar textos mais genéricos (como o Credo Apostólico) a fim de não parecer excludente. Como consequência, poucos crentes dedicam-se também ao estudo e ao ensino dessas verdades.
Diante dessa situação, devemos realmente repensar o motivo de termos essas confissões ainda. Para isso, vejamos algumas objeções mais comuns à essa prática e, em seguida, apresentaremos bons motivos para continuar usando tais documentos.

Objeções às confissões de fé

1) As confissões tomam o lugar da Bíblia: É verdade que isso aconteceu durante a história da igreja, como, por exemplo, os credos da igreja católica que tornaram-se dogmas inquestionáveis, acima do ensino bíblico. Entretanto, não é esse o caso das confissões de fé protestantes. Elas nunca se colocam como Palavra de Deus ou acima dela.
Heber Campos explica a diferença entre os termos normas normans (“regra que regula”) e norma normata (“regra que é regulada”). No caso das confissões protestantes, adotamos a segunda opção, ou seja, a confissão, como criação humana, é regulada pela Bíblia. Por outro lado, a Bíblia é regra que regula nossas confissões. Veja o que diz a Confissão de Westminster:
O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura. (Mt 22.29, 31; At 28.25; Gl 1.10)
2) As confissões não são encontradas na Bíblia: Como vimos, temos diversas passagens bíblicas que derrubam essa objeção.
3) As confissões deixam a fé complicada: Alguns entendem que a fé é tão simples que uma criança pode entender. Em parte, essa afirmação é correta, porém, o próprio apóstolo Pedro diz que existem assuntos complicados na própria Bíblia (2 Pedro 3.16).
Ainda assim, apesar de uma confissão parecer algo intimidante à primeira vista, ela acaba sendo útil para o cristão que quer encontrar uma sistematização simples das doutrinas bíblicas, sem precisar recorrer a um grande volume de teologia sistemática, por exemplo.
4) As confissões são uma camisa de força: Essa objeção baseia-se mais em uma pressuposição de que Deus tem mais a nos falar que aquilo revelado em sua Palavra. As confissões de fé propõem-se apenas a explicar o que a Bíblia diz, e se a Bíblia não vai além em certos assuntos, a confissão não deve ir também.
5) As confissões provocam divisão e conflitos: Em geral, as confissões e credos surgem da necessidade de resolver conflitos com heresias e outras crenças, logo promovem a paz. Da mesma forma, elas servem como identidade de uma igreja, trazendo unidade em torno de uma expressão da fé.
Não negamos que possam haver divisões por causa de certa declaração, mas normalmente isso envolve ou 1) o mau uso da confissão,  elevando ela acima do Evangelho, ou 2) na defesa do Evangelho, quando é necessário que a igreja tome certa posição (por exemplo, aqueles que não aceitam o Credo Apostólico ou Niceno são, de fato, excluídos da igreja).
6) A confissão deve ser algo pessoal: A confissão pode ser pessoal e mesmo pastores discordam de um ponto ou outro. Elas não são impostas sobre as pessoas (ainda que alguns desejem isso). Entretanto, é natural que pessoas reunidas em certa comunidade cristã acabem concordando em diversos pontos e sintam o desejo de declarar essa fé conjunta.
Essa objeção também pode trair um problema na pessoa que a levanta: pode representar alguém individualista, que coloca seus pensamentos e experiências como autoridades finais ou que não consegue viver uma vida em comunidade.
7) As confissões estão fora de moda: Um bom motivo para pensarmos em usá-las. Não porque devemos ser contra nosso tempo, mas porque não podemos engolir todas as modas e costumes de nossa era sem alguma reflexão. Esse argumento pode revelar a superficialidade de quem o levanta, uma preocupação maior com padrões seculares que com a história e a saúde da igreja.
8) As confissões não são garantia de ortodoxia/ortopraxia: De fato. Assim como um muro, uma porta fechada, um alarme não são garantias de que uma casa não será assaltada, mas são meios para que isso não aconteça. As confissões não garantem uma igreja ortodoxa, mas mostram-se muito úteis para esse propósito.


Por que usar confissões de fé

1) Historicidade da fé: As confissões de fé nos ligam aos nosso pais na fé. Em um tempo de “esnobismo cronológico” (expressão de CS Lewis para o desprezo pelo que não é novo), as confissões e os credos nos mostram a sabedoria das eras passadas, além de mostrar que cremos em um Evangelho firmado na história.
O Credo Apostólico pode ter surgido entre os primeiros cristãos, aqueles que estavam mais próximos de Cristo ou aqueles que conviveram com os apóstolos. O Credo Niceno nos mostra a luta pela doutrina na Trindade. A Confissão de Westminster nos lembra a devoção dos reformados aos princípios bíblicos.

2) A natureza da igreja como um grupo em torno de um padrão de referência: Não somos simplesmente uma reunião de pessoas, somos o povo de Deus, que foi chamado por meio da pregação do Evangelho. Esse Evangelho diz respeito a quem é Deus, quem é Cristo, quem é o homem, o que é a igreja, etc. Se não nos unirmos em torno dessas verdades, estaremos nos unindo em torno de outra coisa. Se a identidade da igreja não se basear na Palavra de Deus, ela se baseará em outras pressuposições. Assim, os credos e confissões nos auxiliam a entender quem somos e a apresentar aos outros a nossa identidade em torno de Cristo.

3) Ataques de heresias e outras religiões: Como vimos, muitos credos e confissões surgem do desejo de combater falsos ensinamentos que surgiram na igreja. Eles também servem para nos diferenciar de outros grupos religiosos. Por exemplo, como saber se um mórmon pode ser considerado meu irmão ou não? Qual a diferença entre um espírita e um evangélico? O credo nos auxilia a combater e identificar falsos ensinos.
Em geral, igrejas que não assinam qualquer confissão de fé acabam tornando-se mais vulneráveis a ataques sutis, como confusão entre as duas naturezas de Cristo, entre as pessoas da Trindade, sobre o papel das obras na vida do crente ou aceitam ensinamentos não-bíblicos como verdadeiros – por exemplo, a negação da soberania de Deus, revelações de anjos, técnicas seculares de crescimento, etc.

4) Pluralismo do tempo presente: Vivemos em um mundo que defende todas as crenças e opiniões como igualmente corretas. Os credos se colocam contra essa ideia, afirmando que existe, sim, uma posição que a igreja deve tomar como verdadeira, o que significa, consequentemente, que todas as outras são distorções ou negações dela.
5) Experiencialismo: É comum vermos certos cânticos antibíblicos tornarem-se moda na igreja e parte inquestionável do culto. Muitas vezes, isso acontece porque eles “marcaram” alguém em certa situação. Da mesma forma, a visão de um pastor pode tornar-se lei em uma igreja, mesmo que princípios bíblicos sejam derrubados por isso. Isso se deve pela falta de “muros doutrinários”.
Sem as confissões e os credos, as “revelações” e experiências podem ganhar status de autoridade final. Muitas igrejas acabam transformando essas situações naquilo que chamamos mais acima de “regra que regula”. Uma confissão, quando ensinada como “regra regulada”, pode conter esse tipo de confusão em que muitas igrejas acabam adentrando.
6) Pureza da doutrina: Pedro nos diz para explicar a razão da nossa esperança àqueles que perguntam. Judas escreve para que seus leitores proteger diligentemente pela fé um dia entregue aos santos. Paulo nos chama a lutar pela fé. Sem sabermos que fé e esperança é essa, pelo que batalharemos e como a explicaremos? As confissões nos auxiliam a entender aquilo em que cremos.
7) Ensino aos neófitos: A confissão se mostra uma ótima maneira de expor a fé tanto a crianças “naturais” quanto a crianças na fé. Ela pode ser um dos primeiros passos para o neófito aprender mais sobre sua salvação, para fortalecer sua convicção e prepará-lo para o testemunho público. Tenho boas recordações de como a Confissão Batista de Londres me ajudou a compreender melhor a teologia reformada. Posso dizer que uma pequena parte da existência do iPródigo deve-se a esse estudo :)
8) Testemunho da fé: Uma igreja deixa claro em que ela crê e o que a une quando confessa publicamente isso. Tanto incrédulos quanto cristãos saberão o que move esse grupo e por que ele é o que é.
9) Meios de estudo: Não apenas os neófitos se beneficiam dos credos e confissões, mas muitos estudiosos escreveram livros baseados neles. Por exemplo, temos o livro Creio, de Michael Horton, baseado no Credo Apostólico, e o Comentário à CFW, de A.A. Hodge.
10) Exortação, Correção e Último recurso: Os credos e confissões podem ser usados como sinalização para que as ovelhas analisem o que está sendo ensinado nas igrejas, como faziam os bereianos. Eles são úteis para corrigirem pastores e mestres, caso eles estejam se desviando da fé. E servem como um recurso final se essa causa for julgada em uma instância mais alta que a igreja local.
Postado por Josaías Jr em 04 de maio de 2011 em:http://iprodigo.com/textos/confissoes-de-fe-credo.html

Bibliografia e mais informações
The Need for Creeds and Confessions – por Rev. Brian Garrard
A Relevância dos Credos e Confissões – por Heber Carlos de Campos

quarta-feira, 28 de março de 2012

MUDANÇA DE HORÁRIO E LOCAL DO MINTS EM PETROLINA

EM VIRTUDE DE COMPROMISSOS DE AULAS EM OUTRAS LOCALIDADES,  O REV SANTANA DÓRIA COMUNICA QUE AS DO MINTS MARCAS PARA 29, 30 FORAM PRORROGADAS PARA SÁBADO 31/03/2012. AS AULAS OCORRERÃO O DIA TODO. MAIORES INFORMAÇÕES COM O REV. MARCELINO.